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Fases da Monarquia Brasileira

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A Corte Real no Brasil e a Regencia de D.Pedro

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1º Império - D. Pedro I

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Regência - Regentes Padre Feijó e outros

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2º Império - D.Pedro II

A Corte portuguesa no Brasil e a nossa emancipação política ( 1808 a 1822 )

O período compreendido entre 1808 e 1822, embora os historiadores em geral o excluem da própria monarquia brasikeira, porque é o período em que o Brasil era a a própria sede da monarquia portuguesa. Temos entretando dois fatos a considerar:

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O Brasil após a chegada de do Príncipe Regente D. João, continuou sendo colônia de Portugal ? Sim, mas a sede era aqui. Era uma situaçã esdrúxula, pois os tributos e obediência ao rei era aqui mesmo e em nosso próprio benefício.

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A partir 16 de dezembro de 1815, o Brasil não era mais Colônia de Portugal e sim Reino-Unido aos de Portugal e Algarves.

O Estado Português no Brasil e o Processo de Independência

D. João VI ( Príncipe Regente e Rei )

Fatos marcantes no Período Joanino:
bulletCarta Régia, determinando abertura dos portos às nações amigas, |( 1808 )
bulletTratado de Aliança e Amizade, ( 19/02/1810 )
bulletTratado de Comércio e Navegação, ( 19/02/1810 )
bulletTratado relativo aos paquetes ingleses (navegações) para vir regularmente ao Brasil ( 19/02/1810 )
bulletRevolução Pernambucana ( 1817 )
bulletConquista da Guiana Francesa em 1809 em represália à invasão da França em Portugal. Foi devolvida em 1817, no Congresso de Viena,
bulletIncorporou em 1821, a Província Cisplatina ( hoje Uruguai ) ao nosso território,
bulletElevação em 1814, do Brasil à categoria de Reino Unido aos de Portugal e Algarves

No início do século XIX, surgiram novas potëncias no mundo, não mais pe;o mercantilismo comercial, estratégia econômica, com base no monopólio comercial sobre territórios conquistados e sobre uma política absolutista dos monarcas do antigo regime. A nova política agotra est\a baseada no capitalismo industrial e não no liberalismo. A Inglaterra e a França passaram para um estágio mais elevado do capitalismo - o industrial.  Portugal, entretanto, se mantinha sua política no modelo estagnado do capitalismo comercial O novo regime vai prevalecendo sobre o antigo e dessa forma territórios conquistados que enfrentavam a dominação das Metrópoles, vão lutar para escapar dessa dominação e procurar sua Independência.

No Brasil vai acontecer a mesma coisa, mas o fato curioso é que a Metrópole não suportando mais sobre si mesma, acaba de certa forma tornar, mesmo que provisóriamente nosso país passa  ser o centro da Metrópole portuguesa, O processo de independência vai acontecer, mas não de forma radical como em outros países da América do Norte e da América espanhola em geral. Aqui foi uma independência, mais em termos de acomodação de forma consensual entre políticos brasileiros e a família real portuguesa. Assim a monarquia brasileira vai se perpetuar até quase a última década do século XIX. 

Alguns fatores contribuiram para preocupação das Metrópoles monolizadoras e para o processo de independência das colônias.

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A Revolução Industrial;

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A Revolução Americana;

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A Revolução Francesa

As preocupações em relação à colônia brasileira eram basicamente devido a dois fatores:

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o receio de que a Colônia Brasileira pudesse levar avante seus anseios de independência, indentificadas na inconfidência Mineira em 1789 e na Conjuração Baiana em 1798;

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as sucessivas crises nas atividades econômicas tidas até então na produção do açúcar e com o ouro.

Em relação à Revolução Industrial:

Naquele período estava havendo no mundo,  uma mudança do capitalismo comercial para o capitalismo industrial. O capitalismo comercial era basicamente monopolizado pelas grandes metrópoles em relação às suas colônias. Existia uma profunda interferência e controle por parte da Metrópole Central. Para o capitalismo industrial esse monopólio e interferência do governo não interessava, pois desejava vender os produtos manufaturados a quem quer que fosse. Então a nova ordem econômica vai passando do mercantilismo para o liberalismo. As produções manufaturadas de antes era com o trabalho artesanal e pouco lucro gerava. Agora as fábricas, a mão de obra barata e o patrão com o dinheiro em condicões para produzir em larga escala os produtos manufaturados, é o capital. 

O capitalismo industrial voltou contra todos os monopólios. Portugal e a Espanha, resistiram quanto puderam, mas aos pouco foram sucumbindo a essas mudanças, é o que veremos adiante.

Em relação à Revolução Americana:

Em 1776, os Estados Unidos da América se libertaram do domínio da Inglaterra. Ao se separarem, eles adotaram uma nova ideologia tanto na forma de governar, quanto no tratamento com os governados, Na Declaração de Independência dos Estados Unidos estabeleceu-se que todos eram iguais perante a lei, o poder dos governos, depende do consentimento dos governados e a função dos governos é garantir os direitos dos governados. A forma de governo adotada foi a republicana presidencialista com divisão e independência dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 

A partir de então, outras colônias americanas começaram a lutar para libertar-se das Metrópoles.

Em relação à Revolução Francesa:

A Revolução Francesa ( 1789 , no mesmo ano houve também a Conspiração Mineira), derrubou na França, o antigo regime do absolutismo monárquico, quando afastou do poder o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta. Algum tempo depois eles foram mortos pela Guilhotina. O movimento representou a vitória da burguesia e do povo.em geral, contra os privilégios da nobreza e do clero. Esses dois escalões não pagavam tributos e ainda recebiam altos salários em cargos públicos ofertados pela monarquia, bem como pensões. Eles representavam em torno de 2% da população.

Com a abolição desses direitos feudais, criaram "Os Direitos do Homem e do Cidadão", com o lema de liberdade, igualdade e fraternidade.

A Revolução Francesa também inspirou movimentos contra o colonialismo e contra os privilégios dos nobres em várias partes do mundo inclusive no Brasil.

A Revolução Francesa, foi inspirada nas idéias filosóficas dos iluministas. O iluminismo propunha a divisão dos poderes, o fim do poder absoluto do rei e dos privilégios da nobreza e do clero. Estas eram as características do Antigo Regime. Os iluministas ainda defendiam o liberalismo e a igualdade perante a lei.

Mudanças de política econômica:

Em Portugal, Marquês de Pombal realizou várias reformas anteriormente visando provocar o desenvolvimento industrial, mas isso não foi alcançado. A desestruturação vai ocorrendo e alcançando o sistema colonial brasileiro e que aliado às causas internas, acabou provocando a nossa ruptura política com a Metrópole.

A CORTE PORTUGUESA NO bRASIL ( 1808  )

No contexto geral, veremos a seguir o quê provocou a tranferência da Família Real para o Brasil. Assim as causas fora as seguintes:

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Conflito entre a França Napoleônica e a Inglaterra industrializada;

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dependência de Portugal em relação à Inglaterra;

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bloqueio continental de 1806, imposto por Napoleào para arruinar economicamente a Inglaterra.

As guerras napoleônicas e a situação periclitante da Metrópole portuguesa, sem encontrar outra saida, inclusive tentar acordos com a Inglaterra e a França, acordos estes que não foram aceitos nem por uma e nem pela outra; motivou a transferência de todo um aparato de pessoas e coisas, inclusive tesouros para o Brasil. Ao todo em torno de 15.000 pessoas partiram para o Brasil, em meio às várias e agitações.

O Bloqueio Continental

Napoleão Bonaparte, Imperador do frances, na aurora do Século XIX, hábil governante e estrategista militar habilidoso, ascendeu na Europa como o estadista que entre outras coisas consolidou os objetivos da Revolução Francesa de 1789. Napoleão depois de controlar quase toda a Europa, faltava uma etapa, a mais difícil e mais árdua de vencer, mas estava determinado a fazê-lo. Seu objetivo era arruinar a outra potência Européia : a Inglaterra que resistia  bravamente ao domínio frances na Europa. 

Napoleão e seu exército foram vencidos pelos ingleses na batalha marítima de Trafalgar. Concluindo ele que era difícil vencer os ingleses pelos meios militares tradicionais, tentou sufocá-los economicamente, decretando em 1806, o Bloqueio Continental. Entre ouras medidas, estavam o fechamento de todos os portos europeus sob seu domínio, para com a Inglaterra.

Decretado o Bloqueio a França exigiu de Portugal que:

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declarasse imediatamente guerra à Inglaterra;

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fechasse seus portos aos navios ingleses;

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incorporasse seus navios à esquadra francesa;

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confiscasse os bens de todos os ingleses que viviam em Portugal.

Diante das exigências francesas, Portugal vivia um dilema, na situação difícil em que se encontrava:

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se atendesse as imposições francesas, perderia o Brasil, que seria invadido pela Inglaterra;

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se desobedecesse Napoleão e continuasse aliado da Inglaterra, seria invadido pelas tropas francesas e, sobretudo à força.

Na época do Bloqueio, Portugal era governado pelo Príncipe Regente D. João, pois sua màe a rainha D. Maria da Glória I, tinha ficado louca. Portugal aliado e dependente da Inglaterra, temendo retaliação por parte da França, tentou manter-se neutro,  Napoleão irritado com a indefinição de Portugal, secretamente  acertou com a Espanha pelo Tratado de Fontainebleau, a divisão de Portugal.Assim,invadiu aquele país em 1807. A Inglaterra também em segredo, comprometeu-se a proteger a transferência da familia real portuguesa para i Brasil. Outro fator que interessava tanto a Portugal quanto à Inglaterra era o fato de que colocaria o Brasil diretamente sob a influência Britânica, facilitando a penetração inglesa na América do Sul.

A Transferência da Família Real para o Brasil

Portugal também assinou com a Inglaterra um tratado para a transferência da família real e toda sua comitiva para o Brasil.

Em novembro de 1807, um dia antes da entrada do general francês Junot em Lisboa, a Família Real, acompanhada de grande comitiva pessoal administrativa, elementos da nobreza e do clero ( aproximadamente 1.500 pessoas ), partiu para o Brasil em meio às vaias e grandes agitações.

A chegada da Família Real Portuguesa no Brasil, devido a uma tempestade em alto mar a conitiva se dispersou e parte dela chegou em 22 de janeiro de 1808 em em Salvador e outra parte chegou no Rio de Janeiro. D. João que havia chegado a Salvador, transferiu a sede do novo governo para o Rio de Janeiro. No dia 28 de janeiro de 1808, D. João assinou a Carta Régia, pela qual determinava a abertura dos portos brasileiros a todas as nações amigas, especificamente à Inglaterra. Com esse ato o Brasil também foi beneficiado, pois alterou a política mercantilista, que regia as relações de Colônia-Metrópole, pondo fim ao exclusivo-metropolitano. 

Em abril de 1808, D. Maria I, revogou o Alvará que proibia o estabelecimento de manufaturas e indústrias no País.

Depois de permanecer por mais de um mês na Bahia D. João se transferiu com acorte para o Rio de Janeiro onde instalou a sede da monarquia portuguesa.

Como o aparelhamento administrativo brasileiro era limitado, D.João tomou algumas decisões importantes, a fim de melhorar e organizar:

bulletcriação da Imprensa Régia do Rio de Janeiro, responsável pelo primeiro diário "A Gazeta do Rio de Janeiro";
bulleto arquivo Militar;
bulleto Banco do Brasil;
bulleta Academia Real Militar.

Do ponto de vista cultural, criou

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as Escolas Médicas da Bahia e do Rio de Janeiro;

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o Jardim Botânico;

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o Real Teatro São João;

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a Biblioteca Real;

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o Museu Nacional.

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criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios ( 1816 ) e da Academia e Escola Real de Artes  !820 ). Estas criações se deram com a vinda da Missão Artística Francesa e sob o patrocínio do Conde da Barca, D, João ás decretou.

Os Tratados de 1810

D. João em 1810 assinou os trtados que beneficiaram principalmente a Inglaterra e que aumentaram ainda mais a presença de manufaturas inglesas em nosso território. Com isso o Alvará de liberdade industrial, praticamente deixou de existir, retardando assim o nosso desenvolvimento industrial. Foram três os tratados, assinados a 19 de fevereiro de 1810:

  1. Aliança e Amizade;
  2. Comércio e Navegação;
  3. Permissão das paquetas inglesas vir regularmente ao Brasil ( tipo de embarcação )

A Política externa de D.João

Quando o Principe Regente D. João, esteve no Brasil, em represália à invasão francesa a Portugal, em 1809, promoveu com apoio britânico a conquista da Guiana Francesa, ainda atual colônia da França. Depois por um acordo no Congresso de Viena ela foi devolvida em 1817. 

Além dessa conquista e promoveu a incorporação da área correspondente ao atual Uruguai ao nosso território, com a denominação de Província Cisplatina ( 1821 ), com a alegação de impedir que essa região do Prata caisse nas mãos de José Bonaparte, irmão de Napoleão a quem ele entregou a Espanha e suas colônias.

Após a derrota de Napoleão, realizou-se em 1814, em Viena, na Áustria, o Congresso de Viena, pelo qual as nações vencedoras ( Áustria, Rússia e Inglaterra ), para estabelecer as novas condições políticas na Europa.

Uma das determinações desse Congresso era de que D. João deveria voltar a Portugal para assumir o trono. Para fugir a essa determinação, assinou em 16 de dezembro de 1815, a elevação do Brasil à categoria de Reino-Unido aos de Portugal e Algarves, legitimando assim a permanência da casa dos Braganças em nosso país. 

Essa medida feriu ainda mais os brios da população lusitana, que desde 1807, passava por grave crise financeira e pela falta de gêneros de primeira necessidade.

Enquanto a Família Real permanecia no Brasil, os portugueses, enfrentavam graves crises financeiras e falta de gêneros de primeira necessidade. Além desses problemas também havia o fato de que tiveram que aceitar uma ditadura militar em Portugal, imposta pelo marechal inglês William Beresford, que os havia auxiliado na expulsão das tropas napoleônicas.

Estes fatores motivaram em 1820 uma Revolução na cidade do Porto que se estendeu até Lisboa, pondo fim à monarquia absoluta e instalando no país a monarquia constitucional.

Em 1818, D. Maria I tinha falecido, D. João foi aclamado e coroado rei com o Título de D.João VI. Algumas Províncias brasileiras em apoio ao monaraca, exigiram que ele jurasse acatar as futuras decisões das Cortes de Lisboa. 

As Cortes portuguesas, diante de novo quadro em Portugal da monarquia constitucional, começaram a exigir a volta de D. João VI aquele país e a permanência de seu filho, D. Pedro de Alcântara, como príncipe regente do Brasil.

Em 1821, as antigas Capitanias, passaram a ser chamadas de Províncias. Além das que já existiam, foram criadas mais quatro: Rio Grande do Norte, Alagoas, santa Catarina e Sergipe.

D. João VI, muito hesitante, partiu do Rio de Janeiro em 26 de abril de 1821 e avisou seu filho, segundo testemunho do próprio D. Pedro: "Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros".

Tentativa de Re-colonização do Brasil

Desde janeiro de 1821, as Cortes portuguesas, incapazes de entender o processo de liberalismo reinante no mundo, do qual o colonialismo, praticamente não tinha mais sentido de existir, eram formadas em sua maioria por representantes da burguesia comercial. Assim sendo pretendiam, promover a re-colonização do Brasil. Os representantes brasileiros ( 75 deputados ) nas Cortes constitucionais não eram ouvidos e de nada adiantava suas explanações.

D. Pedro regendo os negócios políticos do Brasil, esforçava-se para reduzir os atritos entre portugueses e brasileiros, nessa tentativa de re-colonização.

Em 1921, as antigas Capitanias passaram a ser denominadas Províncias. As Cortes desligaram em abril de 1821, todas as Províncias da do Rio de Janeiro, on D. Pedro continuou tendo autoridade.; as demais deveriam obedecer as ordens de Lisboa.

Em setembro de 1821, houve a extinção de tudis os tribunais e repartições instituídos por D.João VI. Em dezembro desse mesmo ano, atracou no Rio de janeiro uma embarcação com ordens para D.Pedro regressar a Portugal a fim de continuar os estudos na Europa.

Os órgãos da imprensa da época, e lideranças políticas das Províncias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, elaboraram um abaixo-assinado, que foi entregue a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, resultando no "Dia do Fico".

Depois do Dia do Fico, sob a liderança de José Bonifácio de Andrada e Silva, organizou-se um novo Ministério. As relações entre Brasil e Portugal a partir de então ficaram relativamente tensas. As pressões para que D. Pedro deixasse o Brasil eram contínuas e na tentativa das Cortes restabelecer as medidas rápidas de re-colonização, adotaram medidas rigorosas contra D.Pedro.

D.Pedro, ficou no Brasil como regente até o dia 07 de setembro de 1822, quando proclamou a nossa Independência.

Numa das viagens de D. Pedro a Santos SP voltava pela Calçada de Lorena, quando proclamou a Independência. Por este motivo ela foi também denominada estrada ou Caminho da Independência. Hoje é conhecida por "Caminho do Mar" Na verdade fala=se que D. Pedro estava montado em uma bela mula baia e não como insistem alguns pintores, montado num belo cavalo.

D.Pedro de Alcântara, foi aclamado Imperador do Brasil com o Título de "Dom Pedro I" . mais tarde retoma o trono de Portugal.  Em 10 de março de 1826 com a morte de D. João VI em Portugal, assumiu o trono D. Maria da Gloria (D. Maria II) filha de D.Pedro I do Brasil, mas depois, um golpe de manobras inclusive jurídicas, de forma usurpadora, assumiu  o irmão de D.Pedro I, D. Miguel terceiro filho de D.João VI.  D. Pedro, retoma o trono de seu irmão Miguel e se torna Rei de Portugal como "D.Pedro IV"

A REPÚBLICA DE 1817 

( Revolução Pernambucana )

Na região nordestina  no início de 1817, as idéias de liberdade e emancipação espalhavam-se rapidamente pelas sociedades secretas, entre o clero, nos quartéis, no seminário de Olinda e principalmente no seio da população.

Relacionamos aqui alguns fatores econômicos, políticos e sociais, responsáveis pela revolução Pernambucana de 1817:

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econômicos: Crise na produção de açucar e algodão, lutas dos senhores rurais e homens livres contra o domínio comercial dos portugueses e para redução dos preços dos gêneros de primeira necessidade que estes vendiam;

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políticos: anseio de substituição da monarquia Absoluta de direito divino por uma forma mais liberal de governo, a exemplo da República Representativa, adotada pelos Estados Unidos da América; 

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sociais: as grandes desigualdades sociais e raciais, qie os revolucionários queriam eliminar.

O estopim da revolta foi a ordem dada pelo governador de Pernambuco de mandar prender os principais suspeitos de liderar o movimento

Foi uma revolução em represália aos moldes rígidos da Metrópole aplicar as leis sobre a Colônia, pois quando alguém era condenado até injustamente, ainda havia de se cumprir as durezas da pena em que o condenado depois de morto muitas vezes por enforcamento, tinha que ser seus membros decepados, bem como sua cabeça cortada, os resto do cadáver ser arrastado preso à cauda de cavalo e arrastado pela cidade até chegar ao cemitério. Os membros e a cabeça deveriam ser expostos em praça pública . Tudo isto, para servir de exemplo e alerta para que que aquilo não se repetisse mais. Esse modelo foi integralmente aplicado a Joaquim José da Silva Xavier "O Tiradentes", único condenado neste estilo dos membros da Inconfidência Mineira. Entretanto muitos antes dele foram condenados e aplicadas as penas dessa maneira.

Por exemplo: Em 10 de julho de 1817 foram enforcados Teotônio Jorge, José de Barros Lima, o padre Pedro de Sousa Tenório e Antonio Henriques. A aplicação das penas foi no sentido de distribui suas cabeças, seus membros e os restos de seus cadáveres um em cada lugar das capitanias. Os restos dos cadáveres ainda deveriam ser arrastados por calda de cavalos pela cidade até chegar ao cemitério local.

Essa revolução partindo de escolas locais da colônia, inclusive em seminários, onde eram ensinas as idéias libertárias emanadas dos grandes pensadores, tais como Rousseau, Voltaire e entre outros, e daquilo que se extraiu da Revolução francesa, ganhou o apoio popular e se espalhava rapidamente pela Colônia. Muitos oficiais da Coroa portuguesa foram mortos e o clima de revolta era geral

As contendas se deram principalmente na Capitania de Pernambuco, mais precisamente nas cidades de Olinda e Recife. Organizou-se um governo separatista nos moldes republicanos, no dia 8 de março de 1817 em Recife, com administração e conselho, cada um por cinco nomes.

O movimento ganhou apoio de todo o Nordeste brasileiro. Entretanto a repressão não tardou a se manifestar. Iniciou-se com a execução do Padre Roma na Bahia. O governo geral envia do Rio de Janeiro, três navios com 1500 homens e consegue sufocar a revolução da república pernambucana de 1817. Esse governo republicano durou apenas 75 dias, mas foi o primeiro governo realmente brasileiro. Previa uma Assembléia Constituinte e uma Constituição. Trazia muitas idéias progressistas para a época, mas esquecia-se de um detalhe que manchava nossa nação - a escravidão.

Os líderes do movimento, em torno de 12 pessoas foram condenados à morte e foram executados em Recife e na Bahia. Outros 72, também condenados à morte foram anistiados pelo Príncipe Regente D. João no início de 1818.

A revolução chegava ao fim, mas não as idéias. Uma nova república iria surgir mais tarde - a Confederação do Equador e mais uma vez seria debelada, mas nunca as idéias.

 

1º Império

 

D. Pedro I ( Imperador ) Fatos marcantes no Período do 1º Império:
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1822 - No dia 7 de setembro, D.Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo, proclama a Independência do Brasil. Início do Brasil Monárquico.

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1822 - No Rio de Janeiro, em 12 de outubro, D.Pedro I é aclamado imperador do Brasil.

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1824 - No dia 25 de março, D.Pedro I outorga a Primeira Constituição Brasileira.

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1831 - Sofrendo pressõe, D.Pedro I abdica do trono do Brasil.


Regência

Regentes:

Fatos marcantes no Período Regencial:                    

Pe. Diogo A. Feijó ( Regente) 

Araujo Lima ( Regente ) 
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1831a 1840 - Período Regencial: Brasil é governado por regentes.

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1835 - 1845 - Ocorre a Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos) no sul do país.

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1834- Morte de D.Pedro I.

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1835 - Revolta dos Malês no estado da Bahia.

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1835-1840 - Cabanagem: revolta popular ocorrida na província do Pará.

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1837-1838 - Sabinada, revolta popular ocorrida na Bahia.

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1838-1841 - Balaiada - revolta popular ocorrida no interior da província do Maranhão.

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a emenda constitucional, que ficou conhecido como Ato Adicional. era mais uma medida descentralizadora. pelo Ato Adicional de 1834:

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extinguia-se o Conselho de Estado concedeu-se autonomia às províncias,

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determinou a substituição da Regência Trina por Regência Una,

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foram criadas as Assembléias Legislativas Provinciais.

 

2º Império

Monarcas 2º Império

Fatos marcantes no Período do 2º Império:


D. Pedro II ( Imperador )
Biografia de D. Pedro II

Isabel Cristina ( Princesa
)Biografai da Princesa Isabel

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1840 - Golpe da Maioridade: D.Pedro II assume o trono do Brasil com apenas 14 anos de idade.

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1842 - Revolução Liberal na províncias de Minas Gerais e São Paulo.

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1847 - É instituído o parlamentarismo no Brasil.

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1848-1850 - Revolução Praieira, de caráter liberal e federalista, ocorrida na província de Pernambuco.

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1850 - Lei Eusébio de Queiróz que proibia o tráfico de escravos.

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De 1851 a 1852 Guerra contra Oribe e Rosas no Uruguai

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1854 - O empresário Barão de Mauá, em 30 de abril, inaugura a primeira ferrovia brasileira.

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1864 guerra contra Aguirre no Uruguai

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1865-1870 - Ocorre a Guerra do Paraguai: Brasil, Argentina e Uruguai contra Solano Lopes do Paraguai.

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1870 - Lançamento do Manifesto Republicano.

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1871 - Promulgada a Lei do Ventre Livre.

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1872 - Fundação do Partido Republicano.

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1882 - A borracha ganha importância no mercado internacional e o Brasil torna-se um grande produtor e exportador.

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1885 - Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de sessenta anos.

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1874 - Chegam em São Paulo os primeiro imigrantes italianos (início da fase de imigração).

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1888 - No dia 13 de maio, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no país.

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1889 - Em 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca, ocorre a

  BIBLIOGRAFIA:

bulletHistória do Brasil, de Francisco Assis Silva, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil, de Osvaldo Rodrigues de Souza, Editora Ática
bulletHistória da América, de Raymundo Campos, Atual Editora
bulletHistória do Brasil, de José Dantas, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil de Nelson Piletti, Editora Ática
bulletHistória do Brasil, de Elian Alabi Lucci, Editora Saraiva
bulletHistória das Civilizações, de Fernando Saroni e Vital Darós, Editora FTD.

Autor do Texto acima: Faustino Emílio da Silva

 

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Última atualização: quarta-feira, 02 de junho de 2010