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ANTECEDENTES, CAUSAS E CONSEQUêNCIAS DESCOBERTA DO BRASIL

Formação de Portugai e o pioneirismo na expansão marítima.

Ainda durante o Período feudal na Europa, Portugal em 1143, pôde se separar do Reino de Leão , um dos pequenos Reinos formados na península ibérica durante a Guerra de Reconquista para expulsar os árabes, muçulmanos e turcos otomanos da região(Reinos de  Leão, Navarra, Aragão e Castela ) O rei de Leão D. Afonso VI em recompensa aos nobres franceses Raimundo e Henrique de Borgonha, ofereceu a mão de suas duas filhas, pelo auxilio prestado por eles na luta contra os árabes. Como dote cada um recebeu um Condado.O condado de Galíza coube a Raimundo e o Condado Portucalense a Henrique de Borgonha. 

 D. Henrique então iniciou as lutas de independência de seu território, o que se concretizou com seu filho Afonso Henriques em 1139. Inicia-se então a Dinastia de Borgonha com Afonso Henriques (Afonso I ) de 1139 a 1383. Portugal se firmou como Estado independente e concentrar todos os seus recursos para expulsar os árabes que ocupavam toda a península ibérica no século VIII, em seguida,  partir de então, partiram para o seu segundo objetivo: expansão marítima. Esses dois objetivos foram alcançados com sucesso um século depois de sua independência. Muitos territórios foram anexados ao Reino Português. Os grandes feito deveu-se ao rei  D. João I,  chegado ao trono em 1385, iniciando a partir de então a Dinastia de Avis ( 1385 a 1580 ) que com o apoio da burguesia mercantil já enriquecida com o comércio estava  interessada em lucros ainda maiores. De fato esse rei foi o grande impulsionador da expansão marítima empreendida por Portugal,

Para empreender o plano da expamsão marítima, a coroa portuguesa fes investimento substancial nos estudos da ciência da navegação. com a participação de pilotos, navegadores, matemáticos e astrônomos. O estímulo do Infante Dom Henrique propiciou a criação da escola Naval de sagres, importante entreposto dos navios mercantes que vim do Mediterrâneo e iam para o norte da Europa. Aí se reuniam comerciantesm construtores de navios e marinheiros.

Os avanços da navegação, também propiciaram a invenção de aparelhos, instrumentos úteis à navegação, bem como meios de transportes marítimos muito mais velozes que os anteriores.

As navegações pelo Mediterrâneo antes mesmo do início da Idade Moderna a partir de 1453, eram monopólios das Cidades italianas de Gênova e Veneza. Portugal iniciou sua expansão marítima pelas costas africanas através do Oceano Atlântico. Inicialmente interessado no comércio de escravos e na obtenção de ouro, prata e outros metais preciosos.

O Mercantilismo,  grandes navegações e a descoberta do Brasil

Em 1453, iniciara-se o período da Idade Moderna. Havia caído o grande Imperio Romano do oriente ( Império Bizantino ) nas mãos dos turcos otomanos. O grande Império Romano teve início em 16 de janeiro de 27 A.C e em 476 D.C caiu o Império ( principalmente na Europa ) do Ocidente tomado pelos bárbaros hérulos depois o Império Bizantino, em 1453 com a queda de Constantinopla, atual Istambul, capital da Turquia. 

Ao final do Século XV ( 1401 a 1500 ), na Europa surgiram novas potências, em decorrência do período mercantilista bem sucedido para alguns países que investiram pesado no comércio.

A política econômica surgida na Europa com o fortalecimento dos Estados nacionais foi chamada de Mercantilismo, cujo objetivo era fundamentalmente o lucro e o enriquecimento da nação pela expansão do comércio.

Os princípios básicos do mercantilismo eram:

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metalismo: a riqueza de uma nação seria proporcional à quantidade de metais preciosos acumulados.

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balança comercial favorável: as rendas das exportações deveria superar as despesas com as importações. Slogam da época "Vender sempre, comprar nunca ou quase nunca".

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protecionismo: Os Estados nacionais aumentavam os tributos dos produtos importados e estimulavam a produção interna dos produtos que tivessem possibilidades de concorrência nos mercados externos.

As especiaris do Oriente alcançavam grandes  preços no mercado internacional, portanto valia a pena investir nesse negócio promissor.

Portugal, dentre outros como as Cidades-Estado italianas de Gênova e Veneza, a Holanda, a Espanha, tinha se intensificado no comércio de especiarias, cujos lucros eram vultosos. Entretanto o trajeto da fonte de tais riquezas eram astronômicas, para os padrões da época. Os grandes fornecedores eram as Índias. O percurso mais curto era através do Mar Mediterrâneo, mas esse já era monopólio dos italianos que lucravam muito comercializando não só com Constantinopla, mas também com a Síria e o Egito.  Portugal teve então que buscar outra rota através dos Oceanos Atlântico e Índico, contornando todo o Continente Africano até chegar às Índias. Esse período fois o período das grandes navegações.

A primeira etapa da expansão ultramarina lusitana foi em 1415 com a tomada da cidade de Ceuta no norte da África.

Ceuta era uma cidade estratégica no comercio do ouro, seda e especiarias; além disso poderiam os portugueses diminuir a influência dos árabes na região. A cidade transformada em praça de guerra, afastou as atividades comerciais, frustrando os intentos portugueses, mas foi ponto importante para seguir por via marítima contornando o Continente africano, transpor o terrível mar Oceano e chegar às Índias.

Em 1418 chegaram o portugueses à Ilha da Madeira, faze a colonização e têm por base econômica a agricultura com a cana-de-açúcar. Em 1431 descobrem o arquipélago dos Açores onde foi empregado o mesmo modelo da Ilha da Madeira.

Em 1434, os navegadores lusitanos após várias tentativas de dobrar o Cabo Bojador chegaram a Gil Eanes, abrindo assim uma nova perspectiva de fazer o reconhecimento das costas africanas.

Em 1436, os portugueses indo além do Cabo Bojador, desembarcaram na foz do rio do Ouro, onde trouxeram certa quantidade de ouro em pó e escravos negros, iniciado-se assim o rentável tráfico de escravos negros.

Em 1443, a caravela entra para a história da navegação como um novo meio de embarcação e Nuno Tristão utilizando-a atinge o Cabo Branco e chega a ilha de Arguim. Nesse local teve início a organização do sistema de feitorias. Portugal utilizou esse modelo de contatos a partir de então  na África, na Ásia e na América, mais precisamente no Brasil. 

Em 1445 os navegadores porttugueses dobram o Cabo Verde, parte litorânea da África de terras muito férteis e de muita vegetação.

Em 1453, os turcos otomanos tomaram Constantinopla, capital do Império Bizantino e na expansão do Império Otomano, chegaram até Alexandria na foz do rio Nilo, bloqueando assim o comércio de especiarias pelo Mediterrâneo. Aos portugueses diante desse fato político e econômico, restava apressar em chegar ao Oriente contornando a África e vencer a travessia do Oceano índico. Em 1481, D. João II chegou ao trono português e impulsionou a expansão marítima de Portugal. Em 1482, foi construido o Forte de São Jorge da Minano golfo da Guiné e nesse mesmo ano Diogo Cão atingiu a foz do Rio Congo (Zaire ) Chegando em 1485 até o atual litoral de Angola. Em 1488, Bartolomeu Dias atingiu o Cabo das Tormentas, ponto extremo meridional da África. Esse local D.João II denominou mais tarde como Cabo da Boa Esperança, por considerá-lo de fundamental importância à conclusão da rota marítima, que anos mais tarde uniria a Europa ao Oriente por essa nova rota.
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Rota de Vasco da Gama até as Índias. Ampliar imagem

Naquele início da última década do Século XV, um novo fato veio a tona em todo mundo e envolvia inclusive os planos dos portugueses em suas conquistas ultramarinas. O genovês Cristovão Colombo, matemático e com profundo conhecimento na ciência da navegação, utilizando-se dos conhecimentos matemáticos e geocartográficos, empreendeu projeto a serviço da Espanha em uma nova rota para às Índias navegando sempre para o ocidente na esperança de chegar ao seu destino pelo ocidente. Entretanto em 1492, chegou a um novo Continente : A América.

A competição nas conquistas ultramarinas entre os dois reinos da Península ibérica: Portugal e Espanha já havia compelido a que eles tivessem assinados em 1480 o Tratado de Toledo. Por esse tratado cabia aos portugueses com exclusividade a posse das terras ao sul das Ilhas Canárias. O novo fato da Espanha chegar primeiro ao Continente Americano, fez D.João II, baseado naquele acordo, supor que aquelas terras lhe pertenciam. Mandou preparar uma poderosa esquadra e enviar ao território atingido por Colombo. os Reis da Espanha Fernando e Isabel buscaram auxílio do Papa Alexandre VI para intermediar a questão. Um documento papal em 1493, a bula inter coetera estabeleceu uma linha imaginária a cem léguas a oeste de qualquer das ilhas de Cabo Verde. Por esse documento as terras situadas a oeste dessa linha pertenciam à Espanha e as terras a leste pertenciam a Portugal.

D. João II entretanto recusou assinar o tratado e os reis espanhois declinaram em receio de uma guerra com seu vizinho país. De comum acordo elaboraram um novo tratado que culminou com aceitação por parte de ambos em 7 de junho de 1494. Esse novo tratado foi chamado de Tratado das Tordesilhas. Clique sobre a imagem para ampliá-laEle era semelhante ao tratado anterior de 1493( Bula Intercoetera ). mas em vez de 100,a linha imaginária seria de 370 léguas a Oeste das Ilhas de Cabo Verde.

Errôneamente os reis espanhois supunham que não haviam terras a leste do meridiano das Tordesilhas, mas acabaram entregando a Portugal uma parte do território brasileiro,

A corrida dos espanhois em direção às novas terras descobertas, fez com que D. Manuel I, sucessor de D.João II, a pretesto de confirmar o caminho descoberto por Vasco da Gama em 1498 e iniciar o monopólio das especiarias, preparasse uma poderosa esquadra sob o comando de Pedro Álvares Cabral para também explorar o Mar Oceano dentro da faixa atribuida pelo Tratado das Tordesilhas.     

No mês março, do ano de 1500, o rei de Portugal (D.Manuel I) deu a Cabral (figura ao lado ) a missão de liderar a segunda expedição comercial a caminho das Índias. Desta, fez parte uma grandiosa esquadra, composta por 13 navios, com cerca de 1.500 homens.

Em seu caminho às Índias, Cabral, desviou-se da rota após ultrapassar as ilhas de cabo verde e, neste novo percurso, avistou, em 22 de abril, a terra que foi primeiramente chamada de Monte Pascoal, situada nas costas da Bahia. Procurando um local mais seguro ao norte para as embarcações encontraram o um local apropriado a que foi chamado de Porto Seguro onde desembarcarem. Os homens eram compostos de comerciantes, soldados, grandes navegadores e alguns frades franciscanos liderados pelo frei Henrique Soares de Coimbra. Os portugueses se maravilharam com tudo. O povo que os acolheu eram nativos e muito diferentes dos da civilização que até então eles conheciam. Aqui as matas nativas cobriam todo o nosso território.

A comunicação oficial da descoberta coube a um escrivão da esquadra de Cabral o escritor Pero Vaz de Caminha em carta ao reo de Portugal Dom Manuel I

O primeiro ato público: foi a celebração de uma missa pelo frei Henrique Soares de Coimbra no dia 26 de abril de 1500 na ilha da coroa vermelha.

No dia 1º de maio sob uma grande cruz de madeira erguida como sinal de posse da nova terra descoberta foi celebrada a segunda missa no Brasil. Logo após Cabral seguiu viagem deixando aqui alguns homens. Uma das naus seguiu para Portugal sob a chefia de Gaspar de Lemos para dar a notícia ao Rei. Um ano após o descobrimento D. Manuel escreveu aos reis espanhois dando notícia da descoberta da nova terra e referindo-se com o nome de Terra de Santa Cruz.

Ver artigo sobre os acontecimentos também neste link

http://www.instituto-camoes.pt/revista/freihenrique.htm

O Brasil na verdade teve três nomes oficiais: Ilha de Vera Cruz, pois os portugueses supunham que estas terras fossem uma ilha. Depois recebeu o nome de Terra de Santa Cruz. Mais tarde em decorrêmcia de uma madeira abundante que existia aqui chamada pau-brasil deram então o nome de Brasil

Após os portugueses terem o conhecimento desta nova terra, eles a tomaram como propriedade. A princípio, eles não deram muita importância a esta nova descoberta, pois, o que mais lhes interessava naquele momento era o comércio com o oriente.

Mais tarde, Cabral teve problemas com D. Manuel, e, por esta razão, abandonou a corte e também as expedições marinhas. Morreu em 1520, sem ter tido a chance de reconhecer a grandeza de seu feito.

BIBLIOGRAFIA:

bulletHistória do Brasil, de Francisco Assis Silva, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil, de Osvaldo Rodrigues de Souza, Editora Ática
bulletHistória da América, de Raymundo Campos, Atual Editora
bulletHistória do Brasil, de José Dantas, Editora Moderna
bulletHistória do Brasil de Nelson Piletti, Editora Ática
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História do Brasil, de Elian Alabi Lucci, Editora Saraiva

bulletHistória das Civilizações, de Fernando Saroni e Vital Darós
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História Martins, 8 , Editora FTD

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Última atualização: quarta-feira, 02 de junho de 2010