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23/11/2010

Darcy Ribeiro, o fotógrafo

Caixa Cultural do Rio de Janeiro expõe fotografias inéditas do antropólogo

Fernando Figueiredo Mello

 


 

"Em suas imagens, a impressão que temos é que Darcy se deu ao luxo de agir como um flâneur, como se fora um turista acidental a cultivar relações e recolher lembranças". Assim o fotógrafo e antropólogo Milton Guran define O Olhar Precioso de Darcy Ribeiro, exposição que será inaugurada nesta segunda-feira (22), às 19 horas, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Guran é curador da mostra que revela uma faceta desconhecida de Darcy Ribeiro. São 50 fotografias inéditas produzidas por Ribeiro em diversos trabalhos de campo, como os índios Kadiwéu, Urubu-K'apor e Ofayé-Xavante. Um olhar interessante de um homem múltiplo, antropólogo, educador, romancista, ensaísta, político e, por que não, fotógrafo.

O acervo faz parte do arquivo do Serviço de Proteção aos Índios, que, em 2008, passou a fazer parte do Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO. As imagens, todas em preto e branco e com diferentes formatos, foram impressas em processo digital a partir dos negativos e selecionadas em grupo. São fotografias do cotidiano das aldeias, de tatuagens faciais, de rituais, entre outras cenas dos índios.

Para Milton Guran, é natural que Darcy Ribeiro tenha imprimido um olhar de antropólogo nas fotografias. "Entretanto, não se limitou ao registro fiel e objetivo daquilo que ele via, buscou também a possibilidade do reconhecimento visual da sua vivência entre aqueles povos, impregnando suas imagens com a emoção dos primeiros contatos", diz o curador da exposição.

Além das fotos, o clássico filme Um dia de uma tribo na floresta tropical, de Hans Foerthmann, que foi recentemente restaurado e digitalizado, completa a exposição. O longa-metragem conta a história dos índios Urubu-Ka´apor, estudados por Darcy Ribeiro. O Olhar Precioso de Darcy Ribeiro é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Sociedade de Amigos do Museu do Índio (SAMI). A instituição celebra 100 anos do Serviço de Proteção aos Índios, onde trabalhou Darcy Ribeiro.
 
 

Museu do Louvre pede ajuda do público para comprar quadro

Instituição conseguiu 3 milhões de euros para adquirir "As Três Graças", do alemão Lucas Cranach, mas ainda falta dinheiro

Foto: Divulgação
A tela "As Três Graças", pintura a óleo do alemão Lucas Cranach

O Museu do Louvre, em Paris, está fazendo uma campanha sem precedentes para que o público o ajude a arrecadar dinheiro para comprar uma pintura do século 16, considerada um tesouro nacional por especialistas de arte.

O Louvre já conseguiu 3 milhões de euros (4,19 milhões de dólares) para adquirir "As Três Graças", uma pintura a óleo do artista alemão Lucas Cranach, o Velho, mas ainda precisa de 1 milhão de euros para pagar o preço estabelecido pelos donos da obra.

O museu tem até o fim de janeiro para arrecadar o dinheiro, sem o qual teme que a obra-prima vá para outro colecionador particular e nunca mais seja exposta ao público ou - pior - seja retirada da França.

Pintada em 1531, a obra é um olhar irônico e provocador sobre o tema renascentista das três graças, retratando as mulheres nuas em poses levemente ousadas. O Louvre acredita que pode transformar o quadro numa das peças principais de sua coleção.

A figura central no quadro usa um chamativo chapéu vermelho; a mulher à esquerda dela inclina-se displicentemente sobre a vizinha, com uma perna dobrada. As três usam grossos colares.

"É uma obra divertida, desconcertante, misteriosa e muito sensual... acho que irá se tornar uma das obras mais populares do Louvre", disse Vincent Pomarede, curador-chefe do departamento de pinturas do Louvre, num vídeo do site da campanha de arrecadação de fundos do museu.

A decisão do museu financiado pelo Estado de apelar para a generosidade do público francês, porém, desagradou a algumas pessoas, dada à ampla desilusão decorrente dos escândalos recentes ligados ao financiamento de políticos e às acusações de sonegação de impostos pelos ricos.

"Sarkozy ou Bettencourt, da L'Oreal, deveriam comprá-lo e doá-lo ao Louvre, para que os milhões de visitantes possam pensar neles enquanto passam por ele", disse um leitor do diário Le Figaro num post online.

Ele se referia ao presidente Nicolas Sarkozy, cujo novo avião presidencial custou 84 milhões de euros, e à herdeira da L'Oreal e mulher mais rica da França, Liliane Bettencourt, atingida por escândalos de fraude.

 

 

Alfabetização muda área especializada no cérebro

Pesquisa que contou com brasileiros mostrou que neurônios que faziam outra função foram cooptados para a nova habilidade

 

O cérebro é uma máquina viva capaz de se adaptar a certas situações novas. Uma delas, descobriram pesquisadores, é usar uma parte do cérebro antes utilizada para reconhecer faces para fazer o reconhecimento da forma visual das palavras. O estudo, publicado na Science desta semana e que teve a participação de cientistas brasileiros, mostrou que ao aprender a ler o cérebro realoca alguns de seus recursos para tomar conta desta nova habilidade.

O mais interessante é que esta realocação independe da idade (na infância ou na vida adulta) com que o aprendizado ocorre. “A maioria dos efeitos do aprendizado da leitura no córtex cerebral são visíveis tanto nas pessoas escolarizadas na infância quanto nas que foram alfabetizadas na idade adulta. Estes últimos raramente conseguem a mesma velocidade de leitura, mas a diferença pode ser devida exclusivamente à diferença de treino. Quando as velocidades de leitura são iguais, não observamos diferenças mensuráveis entre as ativações das pessoas que aprenderam a ler na infância ou na idade adulta”, afirmou ao iG Lucia Braga, presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e pesquisadora do Centro Internacional de Neurociências da Rede, uma das autoras da pesquisa. E completou: “Claro que o ideal seria todas as crianças irem para a escola na infância, mas os achados mostram a importância de investir no letramento do adulto. Ainda temos 14 milhões de analfabetos no Brasil segundo dados do IBGE de 2009”.

Para realizar essa nova função, a área do córtex cerebral que toma conta do processamento de rostos diminuiu de tamanho, nas

pessoas que aprenderam a ler na infância ou na idade adulta. Ou seja: estes neurônios não perdem, na idade adulta, a habilidade de se adaptar para o aprendizado da leitura.

Por outro lado acontece uma competição entre os neurônios devido à esta especialização. “Existe a possibilidade de que nossa percepção de rostos possa sofrer na proporção em que aumentamos nossa capacidade de leitura, mas não provamos isto, precisamos de estudos futuros. Com o aprendizado da leitura a resposta a faces diminui levemente na ‘área visual da forma da palavra’ (hemisfério esquerdo), e a ativação às faces desloca-se parcialmente para o hemisfério direito. Mas, não sabemos, hoje, se essa competição tem conseqüências funcionais para o reconhecimento ou memória de faces ou se isto é bom ou ruim para o nosso cérebro.”, explicou Lucia. Os resultados mostraram também que a capacidade de ler induz a comunicação recíproca entre a linguagem falada e escrita no córtex cerebral.   

O trabalho, liderado por Stanilas Dehaene, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), da França, com a participação de pesquisadores do Brasil, Bélgica e Portugal, verificou esses efeitos em 63 brasileiros e portugueses (10 deles analfabetos, 22 que aprenderam a ler depois de adultos e 31 que aprenderam na infância) usando ressonância magnética funcional, ferramenta que permite enxergar o funcionamento do cérebro em tempo real. “Este tipo de trabalho é muito importante para a área da educação porque estuda as alterações que ocorrem no cérebro durante e depois do aprendizado da leitura”, explicou ao iG o professor Alfredo Pereira Jr. da UNESP em Botucatu, que não esteve envolvido com a pesquisa.

 

Muro das Lamentaões

 

Diariamente os Judeus oram junto ao Muro das lamentações em Jerusalém.

O Muro é uma parte do que restou do 2º Templo de Jerusalém destruido pelo Império Romano no ano 70 D.C.

O Templo de Jerusalém situava-se no Monte Moriá (também chamado Monte do Templo), ao Norte do Monte Sião. Foi o sucessor do Tabernáculo construído pelo profeta Moisés segundo a revelação divina recebida no Sinai.

De acordo com a tradição judaico-cristã, o Primeiro Templo teve sua construção iniciada no terceiro ano do reinado de Salomão e concluída sete anos depois. Segundo a Bíblia, em Reis e em Crônicas foi seu construtor Hirã, que a lenda maçônica narra como sendo Hiram Abiff. Foi saqueado várias vezes e acabou por ser totalmente incendiado e destruído por Nabucodonosor II, em 587 a.C.

O Segundo Templo foi reconstruído durante a dominação persa, no mesmo local. Sofreu modificações com o rei Herodes, o Grande. Acabaria também por ser destruído em 70 DC, desta vez pelas legiões romanas comandadas pelo general Tito. Deste templo atualmente só restou o que conhecemos como o Muro das Lamentações.

 

Manuscritos do Mar Morto na Internet

Projeto do Google custará 3,5 mi de dólares e digitalizará os documentos de dois mil anos de idade

Israel e Google publicarão na internet manuscritos do Mar Mort

 

Regras da Nova Ortografia

 

Cenas no Mundo na década de 30

Visto com olhos de hoje, o mundo de 1930 serve de comparativo para a realidade atual. Os 80 anos que nos separam  mostram bem a velocidade das transformações acontecidas.  Em 1930, a Europa assistia à ascenção de líderes totalitários e  estruturação do Nazismo, que culminaria na deflagração da Segunda Guerra Mundial. A Índia, uma das várias Colônias Britânicas,  liderada por  Mahatma Gandhi,  estruturava um movimento para sua independência, que aconteceria apenas em 1947. A China, invadida pelo Japão, enfrentava uma guerra civil. Os Estados Unidos amargavam  a “Grande Depressão de 29″, mas Hollywood começava a conquistar o ocidente. Se alguns dos  cenários expostos nas cenas abaixo são familiares, outros chocam, intrigam e  nos fazem pensar na enorme distância que criamos em apenas 80 anos.

Washington Luís: Último Presidente da República Velha

A Revolução Liberal de 1930 no Brasil

Site  IG Relembrando a Revolução de 1930

 

Vídeos e cenas no Brasil Década de 30

 

 


 

Padre Cícero Romão batista


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Última atualização: segunda-feira, 24 de dezembro de 2012